Quais são as principais tendências pro futuro da moradia?


Como se preparar pra esse futuro tão próximo?

Destacamos aqui as principais tendências, que vão ajudar você na escolha do próximo local pra morar.



#imagens @rendercuritiba

Estudo loft warehouse






1. Escritórios em casa


O home office se mostrava uma nova possibilidade em crescimento antes mesmo da chegada da COVID-19. O isolamento pra conter a propagação da doença apenas acelerou o processo, obrigando empresas a adotarem esse regime de uma hora pra outra, sem tempo de planejar tudo direito.

Dados da consultoria Hays apontam que o trabalho remoto já tinha apresentado um crescimento de 51% entre 2017 e 2018. De acordo com André Miceli, que coordena o MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), essa opção tende a crescer cerca de 30% após o cenário pandêmico.

É o sonho de muita gente, né?

Diante disso, é fundamental ter um lugar adequado pro job — se possível, um pouco isolado do restante da casa o que vai garantir a tranquilidade necessária na concentração das atividades. Aproveitar itens como biombos, cortinas, lugares como aquele cantinho isolado ou um quarto que não está sendo usado podem ser mais bem utilizados nesse tempo de Pandemia.

Também é importante investir em qualidade de trabalho, como cadeira confortável pra sua coluna não reclamar, mesa apropriada e iluminação que ajude seus lindos olhos a não desenvolverem astigmatismo ou miopia. E é legal pensar também em um fundo interessante pra uma imagem mais profissional durante as videochamadas, prefira locais com paredes de cores neutras, como o branco, o cinza e o bege.



2. Incorporação do verde e da natureza

Espaços com forte presença de verde já eram tendência antes da pandemia e devem continuar em alta. Não é à toa que a urban jungle (floresta urbana) virou uma febre entre os decoradores e moradores mais descolados.

Os prédios tendem a ter mais espaços integrados com a natureza, que proporcionam mais respiro aos moradores e funcionam até mesmo como uma área de convivência.

E se o lugar ainda não comporta esses ambientes? Vamos notar a presença cada vez maior de plantas em apartamentos, que trazem mais vida pra ambientes fechados e ajudam a renovar o ar. Vale lembrar que elas não precisam se limitar à sala. Pelo contrário: ficam muito bem na cozinha, no quarto e até no banheiro!



3. Horta em casa

O verde não entra só como ambientação. As pessoas começaram a ter uma preocupação maior com o bem-estar e com a alimentação, buscando alternativas naturais de consumo.

A gente observa então o aumento do cultivo de hortas em casa, que podem ser cuidadas também em apartamentos, desde que respeitadas as necessidades de cada planta.

Cultivar alimentos e temperos em casa é uma maneira de ter esses produtos sempre à mão, a um custo muito baixo e sem a presença de agrotóxicos.


4. Valorização do ar livre

A casa passa a ser vista também como um refúgio de lazer e o ideal é que ela ofereça um espaço pros moradores tomarem novos ares e conseguirem se reequilibrar. Por isso, veremos a valorização de locais que tenham espaços abertos, como quintal e varanda. Uma boa entrada de luz natural virou uma prioridade na hora de escolher o próximo lar.

Além de favorecer a entrada de ar fresco e permitir que o morador tome um pouco de sol, esse tipo de espaço diminui o uso de ar-condicionado e luz artificial, o que deve trazer uma redução nas contas de energia elétrica.

O bolso agradece!

Sem falar que deixa o local mais agradável e colabora com a saúde e com a qualidade de vida dos moradores.



5. Cozinha como espaço de convivência

Ficando mais tempo em casa, as pessoas começaram a preparar as próprias refeições com mais frequência. Isso trouxe um aumento no uso da cozinha, que passou a servir como um espaço de convivência pra família, além de ter sido mais explorada durante a pandemia.

É por isso que esse cômodo precisará ser mais amplo, ventilado e iluminado. Os móveis deverão não só garantir usabilidade e aproveitamento de espaço, como também terem alta qualidade e durabilidade. Além disso, há a preocupação em deixar esse local tanto mais prático quanto mais bonito.



6. Projetos com melhor aproveitamento de espaço

Com a permanência dos moradores em casa por mais tempo, os projetos devem apresentar espaços mais funcionais, com diversas utilidades. O quarto das crianças, por exemplo, pode virar também um espaço de estudos, enquanto a varanda pode receber o home office.

Em alguns prédios, já vemos a oferta de locais ambientados pra abrigar as mais variadas atividades das pessoas que moram ali, mas há uma preferência maior em fazer essas adaptações dentro do próprio apartamento. Assim, os cômodos absorvem as necessidades dos moradores.

Essa otimização dos espaços é uma das principais tendências de moradia e será cada vez mais valorizada em novos empreendimentos e projetos de interiores.



7. Áreas de higienização

Uma tendência criada durante a pandemia é a criação de áreas de higienização. Esses setores ficariam logo na entrada da casa e seriam usados pra deixar os sapatos e limpar as compras.

Se antes o hall de entrada era pensado pra causar um impacto estético, agora os aparadores são usados pra deixar o álcool gel ao alcance, enquanto cabides foram providenciados pra pendurar as roupas.

Todas as mudanças durante o isolamento estimularam um hábito de as pessoas fazerem uma limpeza ao chegarem em casa, que deve permanecer mesmo após a chegada da vacina. Esse conceito é conhecido como Genkan, muito comum nas residências do Japão.


8. Minimalismo

Engana-se quem pensa que o fato de concentrar várias atividades em casa fará com que as pessoas acumulem mais objetos. A tendência é justamente oposta: deve haver uma baixa nas compras de enfeites e outros artigos que não tenham uma utilidade prática, exatamente pra facilitar a limpeza e a manutenção da residência.

Outro ponto importante é que os tempos de pandemia mostram a incerteza e a tensão do mundo, um cenário em que as pessoas precisam repensar os seus padrões de consumo.

As casas e os apartamentos terão menos objetos e elementos. No entanto, esses itens terão mais significado pos moradores, estarão ligados às suas histórias e vão refletir a sua personalidade.


9. Valorização de experiências sensoriais

Andando na contramão ao crescimento da tecnologia, há uma busca por residências mais aconchegantes e que tragam uma sensação de acolhimento e conforto aos moradores. Isso se traduz nos materiais usados nos projetos internos, como linho, algodão e tecidos.

Nos banheiros, há uma provável preferência por revestimentos que facilitem a limpeza e tornem a rotina mais simples e prática. De quebra, sobra mais tempo pras demais atividades: estudo, trabalho, cuidados com a saúde, lazer, convivência com a família etc.

As casas do futuro devem ser mais práticas, acolhedoras e confortáveis. Com isso, o morador não vai precisar perder horas na limpeza.



10. Uso de eletrodomésticos inteligentes

Ainda na proposta de facilitar a rotina, os eletrodomésticos devem ser mais inteligentes e fáceis de usar. A ideia é proporcionar máxima autonomia aos moradores, mas sem que isso se torne uma obrigação a mais.

Vemos o uso de equipamentos mais inteligentes na cozinha. A Internet das Coisas deve ser cada vez mais presente, como máquinas de lavar que podem ser ativadas remotamente pelo celular, geladeiras com aplicativos pra fazer lista de compras, e assim por diante.

Também há um grande aposta na aquisição de lâmpadas UV capazes de matar germes e bactérias, como as que já são usadas pra assepsia hospitalar.

Na limpeza, haverá preferência por aparelhos eficientes e que facilitem o trabalho. Por falar nisso, a maior preocupação com a higiene (adquirida durante a pandemia) deve permanecer.


Matéria - https://www.blog.yuca.live/futuro-da-moradia/



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